Animar e EAPN assumem parceria de compromisso pelo apoio às comunidades ciganas

07/04/2021 |
Animar e EAPN assumem parceria de compromisso pelo apoio às comunidades ciganas

 

A ANIMAR e a EAPN Portugal, atentas às comunidades ciganas residentes em Portugal, assumem uma parceria com o compromisso.

A ANIMAR - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local, no quadro da sua atividade em rede, encontra-se a dinamizar um grupo de trabalho com foco nas comunidades ciganas, pretendendo estreitar práticas colaborativas e afinar propostas de política pública, para este grupo social, com a EAPN Portugal- Rede Europeia Anti-Pobreza, a qual tem vindo a desenvolver nos últimos anos no quadro das suas respostas, vários estudos e projetos em estreita ligação com as comunidades ciganas a nível nacional.

Embora com missões distintas, a ANIMAR, dinamizando trabalho de terreno a partir das organizações de base local em diferentes áreas do desenvolvimento, e a EAPN Portugal, mais atenta às questões da pobreza e exclusão social, ambas têm preocupações comuns, nomeadamente as que repudiam ideologias e práticas que não tenham como objetivo a inserção plena das comunidades ciganas, no respeito pelos direitos humanos. Neste caso, interessa repensar as problemáticas relacionadas com as comunidades ciganas, identificar soluções encontradas e boas práticas conseguidas de relações interpessoais e ações intercomunitárias.

No âmbito da Semana da Interculturalidade (promovida pela EAPN Portugal desde 2014) estas duas associações e suas Redes de Organizações de base local veem afirmar a necessidade de realçar problemáticas ainda existentes em domínios como a educação, o emprego, a habitação, a proteção social, entre outras, e identificar soluções e boas práticas, inventariando nos territórios locais, as diferentes realidades das comunidades ciganas. Nesta carta de afirmação, para além de uma aposta em soluções, ressalta-se, também, a construção de um encontro de diálogos entre realidades culturais diversas e enriquecedoras para a sociedade portuguesa.

Afirma-se, assim, a necessidade de:

i) continuar a promover um trabalho que identifique as organizações que, nos seus territórios, têm relações de proximidade com as comunidades ciganas;

ii) destacar o trabalho desenvolvido;

iii) pensar em propostas de políticas públicas;

iv) divulgar boas práticas de convivência;

v) encontrar formas de novos diálogos interculturais;

vi) divulgar o trabalho desenvolvido pelas associações das comunidades ciganas e

vii) trabalhar para a não discriminação (entre e com todos e todas), tendo em atenção o atual contexto pandémico e as suas consequências em termos de propensão para a segregação social destas comunidades.

As organizações que subscrevem este documento, perante as questões realçadas, disponibilizam-se a agilizar processos, mediante um trabalho em rede, com vista a garantir a dignidade das comunidades ciganas e a estabelecer contactos com outras entidades que possam, à sua escala, melhorar condições de vida (nas diferentes dimensões) das comunidades ciganas, visando ao mesmo tempo a promoção da coesão social e territorial.

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