Marcha pelo fim da Violência Contra as Mulheres | 25 de Novembro 2021

25/11/2021 |

 

Tal como em anos anteriores, no próximo dia 25 de novembro realiza-se a Marcha pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

 

A iniciativa, organizada por um conjunto de associações e coletivos feministas, parte do Largo do Intendente às 17h30 em direção ao Rossio (Lisboa).

O nosso Manifesto "Violência contra as mulheres: o crime persiste!" está aberto à subscrição através deste formulário: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScR427rKvZfbc5Ljk5aJ-w2iJ27VjST4L7GjSKf4R5u_Ibb-A/viewform

Subscreve, divulga e participa!

Até breve!

MARCHA: 25 de novembro, Largo do Intendente, Lisboa 17h30

EVENTO: https://www.facebook.com/events/920038588619387/

MANIFESTO: Violência contra as mulheres: o crime persiste!

Milhares de pessoas marcham pelo fim da violência contra as mulheres todos os anos porque a violência de género ainda permanece na vida de milhares de mulheres, adultas, jovens e crianças.

No ano de 2020 em Portugal, segundo os dados do Observatório das Mulheres Assassinadas, foram assassinadas 35 mulheres, 19 por motivos de género ou violência de género e 16 noutros contextos. Verificaram-se, ainda, mais 50 tentativas de feminicídio.

As denúncias, a luta das associações, as campanhas de sensibilização e educação e as medidas governamentais continuam a não ser suficientes para terminar com esta outra pandemia que se alastra há anos: a violência contra as mulheres que apenas aumentou com a permanência no mesmo espaço com as pessoas agressoras.

É inadmissível que a violência contra as mulheres se tenha naturalizado na sociedade em que vivemos. Mas é infelizmente possível, porque as raízes patriarcais alimentam a indiferença, validam o machismo e normalizam a violência.

A experiência individual e coletiva de violência patriarcal é uma constante na vida de milhares, milhões de mulheres, raparigas e crianças, pessoas de diferentes idades, territórios de origem, nacionalidades, pertenças étnico-raciais, classes sociais, orientações sexuais, identidades de género e capacidades. Porque sim, a violência afeta, corrói e tenta destruir a liberdade, as oportunidades e os sentidos de igualdade e dignidade das mulheres negras e de vários grupos étnicos oprimidos, das mulheres migrantes, das mulheres pobres, das mulheres lésbicas e bissexuais, das mulheres trans, das mulheres intersexo, dos homens trans e das pessoas não binárias. Mas nós não baixaremos a guarda.

Hoje, e sempre, levantamos a nossa voz por todas as mulheres: as que não têm voz, as que se encontram sós, as que morreram também nas mãos do silêncio e da falta de respostas públicas adequadas.

Neste dia, reforçamos a sororidade e solidariedade com todas as mulheres que são sobreviventes de violência de género. Estamos em luta e não desistiremos até que nem mais uma mulher seja vítima de quaisquer formas de violência. Sabemos que libertar e empoderar mulheres liberta todas as pessoas das amarras desta violência.

Dia 25 de novembro ocupamos a rua e marchamos do Largo do Intendente para o Rossio, em Lisboa, para repudiar a violência de género, o patriarcado, o classismo, o racismo, a xenofobia, a homofobia, lesbofobia, misoginia, bifobia, a transfobia e interfobia, o capacitismo, o idadismo e todos os tipos de discriminação e violência!

Marchamos para exigir justiça em casos de feminicídio, violação, assédio e discriminação de género! Saímos à rua para exigir que o espaço público seja nosso sem medo e receio. Ocupamos espaço para mostrar a nossa voz, a nossa força e continuarmos a reivindicar uma vida plena para todas as mulheres.

Junta a tua à nossa voz e marcha connosco!

Mulheres unidas pelo fim das violências!

Associações e coletivos organizadores:

A Coletiva, ANIMAR, APDMGP, Casa do Brasil, Clube Safo, FEM, Feministas.pt, Igualdade.pt, ILGA Portugal, INMUNE, Plataforma GENI, Por Todas Nós, TransMissão, UMAR