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População rural e espaço

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Livro - esgotado

 

 

Título: População rural e espaço
Autor: Joaquim Cabral Rolo, Fernando Oliveira Baptista
Editora: Animar
Ano: 2006

Preço: 6 €

Descrição


RENDIMENTOS: DE QUE VIVEM OS QUE VIVEM NO RURAL?
Neste texto contemplam-se dois olhares sobre os rendimentos das pessoas nos espaços do rural: o primeiro é relativo à composição dos rendimentos e ao suporte económico que os originam; o segundo incide nos proventos das famílias com explorações agrícolas individuais.
Confluindo na interrogação genérica em título, três questões chave motivam aqueles olhares: – Em que nível dependem os habitantes do rural dos réditos das “actividades territoriais”?
– Que contributo, nesse âmbito, cabe à agricultura?
– Qual o significado da produção agrícola (e dos subsídios por esta via auferidos) para os agregados familiares dos agricultores a título individual?
É com este pano de fundo que, tomando como centro de reflexão um conjunto de constatações, formulo algumas interpelações/inquietações ao (aos agentes do) desenvolvimento local.
O que se adianta é sustentado em ensaio de quantificação, cuja metodologia se divulga num outro trabalho, com recurso a estimativas alicerçadas em fontes secundárias e em recolha directa de informação a nível de freguesia.
O conceito de “rendimento” utilizado é o de “receita líquida total”, que corresponde ao conjunto dos fluxos monetários e não monetários auferidos pelos indivíduos/famílias. Naqueles, englobam-se as “receitas monetárias ordinárias” (trabalho, rendas de propriedades, réditos de capital e transferências periódicas – pensões, remessas de emigrantes, por exemplo) e as “receitas monetárias extraordinárias” (o equivalente às “transferências não periódicas” – subsídio de desemprego, subsídio de formação profissional, RMG, por exemplo). As “receitas não monetárias” abrangem: o autoconsumo, o auto-abastecimento, a autolocação, as transferências e os salários em géneros (cf. INE, IOF 2000).
Os espaços do rural a que me vou reportar foram delimitados pelo critério número de habitantes por quilómetro quadrado de área rural (“densidade rural”) conjugado com o peso relativo, em termos de inserção profissional, dos sectores de actividade económica (agricultura, indústria e ou serviços).


CINCO NOTAS SOBRE O DESENVOLVIMENTO LOCAL
As transformações da agricultura e do meio rural têm antecipado os discursos e os debates sobre o desenvolvimento local. De facto, existe com frequência um desacerto entre o rural que se transformou e os modelos propostos. É neste desfasamento que se centra a primeira nota deste texto, dedicada ao desenvolvimento local em meio rural, e na qual se defende que a população está hoje separada do espaço que a rodeia. Argumenta-se, depois, que a agricultura já não é um apoio para as iniciativas a desenvolver e que o despovoamento é um facto, que tem de se tomar como tal, e não uma fatalidade a utilizar como lamento.
As duas notas seguintes têm outro perfil. Uma é dedicada a um tema consensual, continuadamente repetido, mas que é sempre oportuno reafirmar: a prevalência das componentes endógenas no desenvolvimento local e a importância da capacidade institucional. Finalmente, a última nota põe em evidência as diferenças e as semelhanças que marcaram os dois principais percursos do desenvolvimento local.

 

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