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Conferência “Conversas ACERT 40” centrada na intervenção cívica (Jornal de Tondela, 10/3/2016)

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No sábado, 5 de março, o auditório 2 da ACERT em Tondela recebeu a conferência “Conversas ACERT 40”.
Nesta iniciativa participaram o ativista cívico, Daniel Oliveira, o ex-dirigente sindical, Manuel Carvalho da Silva e a presidente da Amnistia internacional Portugal, Susana Gaspar.
Uma conversa que teve como moderador o jornalista Fernando Paulouro das Neves.

Do outro lado, uma plateia curiosa, interessada em ouvir as experiências contadas pelos oradores e dispostos a participar no debate. Foram muitos que colocaram à consideração dos oradores as suas próprias inquietações na esperança de obter uma resposta que os tranquilizasse.
Daniel Oliveira considerou que não devemos romantizar o passado, embora, lamentando o fim do conceito da família tradicional, “tal como, o fim das relações laborais estanques e previsíveis”. Falarmos todos ao mesmo tempo é a antítese da democracia, também por aí devemos debater o papel da nossa intervenção na sociedade.
O ativista cívico prosseguiu para dizer que não acredita no combate político sem liderança, num tempo de transição, para constatarmos que a “a rua está a deixar de ser um espaço público”.
Nos nossos dias é mais difícil fazer carreira, mesmo que as expetativas das pessoas sejam maiores. Para Daniel Oliveira é fundamental conseguirmos transmitir a indignação que sentimos num discurso prático e de esperança para que o futuro possa ser mais risonho.
A crise da comunicação social também não passou despercebida para quem continua a estar tendencialmente do lado do poder. Está-se a entrar numa nova realidade, “deixou de ser um fenómeno rentável constituindo-se apenas como instrumento de poder. O jornalismo sério necessita de tempo, meios, dinheiro e conhecimentos”.
No entanto, Daniel Oliveira, também lembra que este nunca poderá ser substituído pelo chamado “jornalismo do cidadão” que considera um conceito errado dentro do universo da comunicação social.
Com a mesma frontalidade abordou a tendência portuguesa para persistir num discurso de autoflagelação, proporcionando nesta fase a maior participação das pessoas da plateia para quem o peso da interioridade é grande mas nunca uma barreira intransponível dos nossos sonhos.
Neste contexto, o exemplo da ACERT é o melhor exemplo de que não podemos nos podemos resignar à realidade de estarmos longe dos grandes centros urbanos, como Lisboa e Porto.
Manuel Carvalho da Silva pela experiência sindical abordou como não podia deixar de ser as questões relacionados com do trabalho e o emprego para quem a dignidade de quem trabalha não se pode quantificar em cifrões.
A principal critica aos partidos políticos é o papel da secundarização do mundo do trabalho. A efetivação dos direitos humanos com os direitos urbanos, a governação das cidades pode ajudar no desenvolvimento das cidades.
“A precaridade é uma inevitabilidade. Venderam-nos essa ideia. Todo o emprego é volátil”.
Por outro lado, Susana Gaspar defende que se há uma comunicação social que só pensa em agendas temos de ser nós a procurar outros meios para que se possa constatar que nem tudo é político.
O jornalista moderador, Fernando Paulouro das Neves, no seu blogue também retratou o que foi dito nesta conferência de sábado, uma iniciativa que assinala os 40 anos da ACERT.

Arménio Pereira

 

 

 

 

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