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A Animar sem o CPA (Papa Léguas Portugal, 25/10/2018)

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No passado fim-de-semana teve lugar, em Penacova, a XII edição do “MANIFESTA 18” (ver programa AQUI) que contou com o o Alto Patrocínio do Presidente da República.

O que foi o “MANIFESTA 18”?

Foi uma Assembleia Feira e Festa do Desenvolvimento Local e da Economia Social e solidária da responsabilidade da Animar – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local e da Câmara Municipal de Penacova. (ver AQUI)

Tanto quanto sei as conclusões deste importante evento irão ser vertidas em livro que se prevê ser tornado público até ao fim do corrente ano.

O que é a ANIMAR?

“A Animar é a REDE de sinergias do desenvolvimento local, unindo agentes de desenvolvimento e organizações na construção de uma estratégia desafiante, que se apresenta com as suas propostas, independentes e arrojadas, para o fortalecimento do desenvolvimento local, enquanto modelo estruturante de valorização dos territórios, das pessoas e de todos os seres vivos.”

Possivelmente muitos autocaravanistas considerarão que a ANIMAR fica aquém da finalidade de estripar da sociedade a miséria em que muitos cidadãos se encontram, mas, ao valorizar o desenvolvimento local como um dos pilares de uma sociedade justa, equitativa, solidária e sustentável, não nos é permitido, se formos intelectualmente honestos, afirmar que estamos perante a promoção da caridade, que, em si mesma, como é notório, não altera a vida das pessoas.

É neste contexto que o CPA, defensor de um autocaravanismo promotor do desenvolvimento económico das populações (ver AQUI), deve apoiar a ANIMAR. Apoiar, por exemplo, através de Encontros autocaravanistas que coincidam com eventos relevantes da ANIMAR em que os autocaravanistas possam participar, mas, sem esquecer nesses Encontros autocaravanistas, além da participação, o convívio, o turismo, a cultura.

O CPA na história do desenvolvimento local

Já em 2010 foi aprovado no Plano de Actividades para 2011 “Estabelecer parcerias com as organizações de apoio ao desenvolvimento local (...)“ demonstrativo da necessidade de envolvimento do CPA em actividades viradas para o exterior e envolvendo de alguma forma o Movimento Autocaravanismo de Portugal.

Dando continuidade ao Plano de Actividades para 2011 a Direcção do CPA, logo no 1º trimestre desse ano, deliberou apoiar o projecto “PORTUGAL TRADICIONAL”, projecto que pretendia proporcionar a junção entre o autocaravanismo e os espaços genuínos do nosso país, sendo esses espaços quintas agrícolas, produtores de vinhos, criadores de animais, complexos de produção de artesanato, associações e projectos de desenvolvimento local, etc…

Das intenções a Direcção do CPA passou aos actos e, no ano de 2011, promoveu uma reunião dos Corpos Gerentes e dos Membros das Comissões Coordenadoras na Cooperativa “Terra Chã” (Abril), participa na sessão de Debate “O Tejo a Pé“ projecto formulado pela “ARH do Tejo” (Maio) e comparece no “MANIFesta 2011” em Peniche. Em 2012 apoia oficialmente o ”Gesto Ecosolidário” em S. Pedro do Sul e nele comparece nos anos seguintes.

A aposta em participar, agora com efeitos concretos imediatos, no desenvolvimento local, tem lugar em 2013 com o projecto “Montanhas Mágicas” no qual o CPA foi considerado parceiro no âmbito do autocaravanismo.

Já na “NAUTICAMPO 2015” a intervenção do CPA foi decisiva para a cedência de tempo e espaço a um dirigente do “Portugal Tradicional” para que pudesse apresentar esse projecto no âmbito de uma política de desenvolvimento turístico com base na divulgação dos produtos tradicionais portugueses. É também nessa mesma ocasião que o CPA divulga o programa “Welcome Friendly Place” que se destina, junto da comunidade autocaravanista, nacional e internacional, a promover os Concelhos (que não pratiquem discriminação negativa) e Regiões Turísticas onde o autocaravanismo é reconhecido como uma actividade de interesse.

Dois mil e dezasseis foi um ano de mudança. O projecto “Portugal Tradicional” deu lugar a “um protocolo de parceria entre a “Associação Autocaravanista de Portugal - CPA”, o “Grupo de Solidariedade Social, Desportivo, Cultural e Recreativo de Miro”, a “ANIMAR – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local” e a “CORESYS – Tecnologias de Informação, Lda (OllinGroup)” com a finalidade de contribuir para a construção de um modelo de parceria inovador, com a introdução da lógica financeira e empresarial na lógica social.”

O CPA num projecto de dimensão nacional

Em 25 de Março de 2017 a Associação Autocaravanista de Portugal aderiu à “ANIMAR – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local” que tem como objectivos, entre outros, os seguintes:

“Valorizar, promover e reforçar o desenvolvimento local, a cidadania ativa, a igualdade e a coesão social na sociedade portuguesa, enquanto pilares de uma sociedade mais justa, equitativa, solidária e sustentável.”(Sublinhados meus)

“Assumir a sua identidade na diversidade de organizações, indivíduos, territórios e contextos de atuação, e daí, destacar a multiplicidade de modelos de desenvolvimento local” (Sublinhados meus)

“Acreditar numa sociedade mais justa, equitativa e sustentável reconhecendo que a Animar do futuro, terá em consideração o valor que acrescentou no passado e pelo qual se destaca no presente, e por aquele que ambiciona para o futuro.” (Sublinhados meus)
Estamos, pois, perante uma associação (a ANIMAR), a que o CPA aderiu e com cujos objectivos, obviamente, concorda.

A importância do autocaravanismo no contexto da ANIMAR

Possivelmente muitos autocaravanistas considerarão que a ANIMAR fica aquém da finalidade de estripar da sociedade a miséria em que muitos cidadãos se encontram, mas, ao valorizar o desenvolvimento local como um dos pilares de uma sociedade justa, equitativa, solidária e sustentável, não nos é permitido, se formos intelectualmente honestos, afirmar que estamos perante a promoção da caridade, que, em si mesma, como é notório, não altera a vida das pessoas.

É neste contexto que o CPA, defensor de um autocaravanismo promotor do desenvolvimento económico das populações, deve apoiar a ANIMAR.

A ANIMAR SEM O CPA, como se verificou no “MANIFESTA 2018”, não consubstancia, consequentemente, uma intervenção minimamente activa do CPA no âmbito dos objectivos da ANIMAR (que também são os do CPA), pois, de outra forma, será incompreensível a adesão do CPA a esta organização.

A importância da ANIMAR no âmbito do Movimento Autocaravanista de Portugal tem que começar a ser compreendida como uma mais valia e, assim, os dirigentes associativos passarem a defender a integração das respectivas associações nesta federação.

http://papa-leguas-portugal.blogspot.com/2018/10/animar-sem-o-cpa.html

 

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