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Caminhos de Autonomia - Metodologias e estratégias para a criação de espaços comunitários facilitadores da conciliação da vida familiar e do trabalho em espaço rural

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Código: 11.0 Didácticos

N.º/Ref.: 30

N.º Páginas: 130

Suporte: Catálogo+CD

Ano: 2007

Autor: Rosa Monteiro (coordenação)

Editora: Iguais num Rural Diferente

 

Notas

Há problemas de conciliação da vida familiar com o trabalho e a cidadania que são específicos ou mais sentidos nas regiões rurais devido a diversos isolamentos e à falta de estruturas de apoio às famílias ou ao seu funcionamento desadequado às necessidades. Promover a conciliação é contribuir para a promoção da igualdade de homens e mulheres e com isso criar condições para um aumento da qualidade de vida e da felicidade de todos e de todas. Desenvolver actividades que não discriminassem, ainda que positivamente, cada um dos sexos mas que partissem do princípio de que a conciliação é um problema de todos e de todas e não apenas das mulheres, foi o princípio de igualdade que assumimos. Assumimos também que a transformação das relações sociais de sexo, que têm determinado situações de discriminação penosas para as mulheres, só se conseguiria com o envolvimento activo de todas as pessoas. O projecto “Iguais num Rural Diferente” favoreceu, ao longo de dois anos, um ambiente de experimentação e de reflexão que se traduziu em novas aprendizagens e no enriquecimento das competências de todos participantes e de todas as participantes, que, em nosso entender, merecem ser partilhadas. Foram experimentadas abordagens inovadoras no nosso contexto, que permitiram resolver alguns problemas com base na criação ou reforço de parcerias locais, no aproveitamento de recursos existentes e na participação das pessoas, tendo-se para isso recorrido às metodologias que nos pareceram mais adequadas. Também o envolvimento voluntário de pessoas reformadas foi essencial para a boa execução do projecto.
Daí a pertinência da elaboração deste produto, que é resultado de um trabalho colectivo desenvolvido com a participação de toda a parceria e dos participantes locais do projecto, que representam para nós a garantia da sustentabilidade das acções que temos vindo a desenvolver. É também um produto que resulta de uma parceria de “tipo novo”, que se desenvolveu com base em afectos e laços de confiança criados e fortalecidos ao longo do projecto e também de uma forte interacção entre diversas gerações do desenvolvimento local, principalmente entre a sabedoria dos mais velhos e a enorme vontade de fazer e de aprender dos/as mais novos/as, alguns/mas a dar os primeiros passos nos caminhos do desenvolvimento local.
É importante dizer que este é um produto pobre, na medida em que não traduz convenientemente a riqueza de toda a reflexão colectiva e individual e de toda a acção desenvolvida ao longo do projecto. Contudo, os textos que se seguem, organizados em três capítulos, procuram traduzir aquilo que do projecto pode ter interesse de disseminação, nomeadamente no Capítulo II “as actividades” e no Capítulo III “as metodologias e instrumentos de trabalho da PD”.

Centro de Apoio e Desenvolvimento da Infância

Este é um espaço de apoio às famílias, que pretende responder especialmente às necessidades dos trabalhadores e trabalhadoras de uma zona industrial, onde cerca de 213 mulheres trabalham por turnos. Este espaço funcionará como creche com horário flexível e como espaço promotor de igualdade de oportunidades, onde funcionará também um centro de apoio às mulheres. Do desenvolvimento desta actividade importa partilhar principalmente o projecto pedagógico, o projecto de arquitectura, o tipo de protocolo celebrado com a Câmara Municipal de Vouzela que permitiu viabilizar a reconstrução e ampliação da velha escola primária já abandonada com recurso a financiamento da EQUAL, e o regulamento para a gestão participada do CADI, que pretende assegurar a continuidade da participação das famílias e das empresas e também a continuação da parceria entre esta PD e o Centro Social de Campia.

Escola Aberta

É um espaço comunitário, criado ao longo do projecto, que favorece a conciliação da vida familiar com o trabalho e a cidadania, contraria o isolamento da freguesia situada na Serra do Caramulo onde se desenvolveu, favorece a partilha de saberes entre gerações, e criou instrumentos de comunicação (através de uma parceria com um jornal regional, “Gazeta da Beira”, que publica as notícias da terra e do projecto e é distribuída gratuitamente à população). A distribuição do jornal funciona como incentivo à leitura e como instrumento de comunicação entre a equipa do projecto e a comunidade, na medida em que a distribuição "porta a porta" permite um melhor conhecimento do meio, a reavaliação e o ajustamento permanente da actividade e a mobilização das pessoas para as acções da Escola Aberta.

A Ciranda Cultural

Surge no projecto como actividade promotora de igualdade de oportunidades. Contudo, em termos de produto, consideramos ser mais importante partilhá-la enquanto metodologia de acção comunitária que permite convocar, através do teatro, a participação e o envolvimento da comunidade, ou de diversas comunidades em função dos objectivos pretendidos. Ou seja, trata-se de instrumento que pode ser adaptado a diversos contextos e temáticas.

Metodologias e instrumentos de trabalho

Neste capítulo publicam-se todos os instrumentos de trabalho e metodologias participativas que utilizámos ao longo do projecto como facilitadores da reflexão colectiva e da participação, quer dos participantes directos no projecto (equipa técnica, voluntários e dirigentes associativos) quer dos participantes locais. Destacamos, além da Ciranda Cultural, as Oficinas de Poder, o modelo de Balanço de Competências, a grelha de auto-reflexão metodológica da PD e a grelha de análise da inclusão do princípio da igualdade entre homens e mulheres no projecto.

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