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A criação da categoria imigrantes em Portugal na revista Visão: jornalistas entre estereótipos e audiências

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Autor: Alexandre Costa
Edição: ACIDI
LIsboa, Dezembro 2012

 

 

 

Dissertação de Mestrado em Antropologia.

A naturalização de comportamentos ou a sua presença em discursos que os comentem é um processo muito recorrente entre os grupos humanos e que mereceu diversas reflexões por parte dos cientistas sociais, nomeadamente no que se refere a questões de género, étnia, raça ou diferenciação social. Na antropologia, este processo tem sido articulado com a questão do chamado etnocentrismo.

A naturalização das diferenças é pois uma espécie de mote moral e ideológico que rege as relações entre os distintos grupos humanos e fundamentalmente ela decorre de relações de poder que entre os mesmos se estabelecem.

Estes processos de naturalização da diferença estendem-se obviamente a domínios como os da nacionalidade, da pertença cultural ou da identidade étnica, entre outros. Por isso, ouvimos frequentemente discursos que afirmam, por exemplo, "a frieza racional dos europeus do norte" versus o pathos "quente e emotivo dos europeus meridionais"; ou outros como a "malandragem brasileira", o "rigor e contenção nipónica", a "corrupção italiana" ou o "fanatismo religioso árabe", entre tantos outros. Todos estes estereótipos que associam pessoas/grupos, (inter e intra) culturalmente diferenciados, a qualidades ou defeitos humanos são produzidos por processos de naturalização da diferença e da singularidade cultural. Assim, designar alguém como "brasileiro", "cigano", "branco" ou "europeu" é apelar ao uso de categorias étnicas, nacionais, raciais ou culturais a que se associam estilos de vida, emoções e performances moral e ideologicamente adscritas naturalmente.

CategoriaImigrantesRevistaVisao

 

 

 

 

 

 

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