Parecer da Animar sobre a Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2021-2030

26/10/2021 |
Parecer da Animar sobre a Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2021-2030

A Animar congratula-se pela oportunidade em poder contribuir para a construção desta Estratégia, pois é este o nosso propósito, e esperamos que a criação de um eixo estratégico que visa assegurar a coesão territorial e o desenvolvimento local no âmbito da Estratégia possa contribuir para o reforço da intervenção que é realizada com as comunidades. 

Em 26/10/2020 o Governo criou a comissão de coordenação de preparação de uma proposta de Estratégia Nacional de Combate à Pobreza, no âmbito do Pilar Europeu dos Direitos Sociais.

Esta Comissão conta com o envolvimento pleno de entidades e personalidades, com especial destaque para todas as que asseguram respostas relevantes no domínio do combate à pobreza, sendo a Animar uma das entidades que integrou a Comissão de Coordenação da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2021-2030. Um ano volto o processo de auscultação das várias personalidades e entidades, encerrou no passado dia 25 de outubro o processo de Consulta Pública sobre a Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2021-2030.

A Animar congratula-se pela oportunidade em poder contribuir para a construção desta Estratégia, pois é este o nosso propósito, e esperamos que a criação de um eixo estratégico que visa assegurar a coesão territorial e o desenvolvimento local no âmbito da Estratégia possa contribuir para o reforço da intervenção que é realizada com as comunidades.

Pensar estratégias que contribuam para o combate à pobreza e exclusão social, implica avaliar e refletir sobre a necessidade do aumento dos rendimentos das pessoas para que estas possam ter melhor condições e qualidade de vida. Importa investir em estratégias de combate às desigualdades e de haver maior investimento na educação e sistema escolar. A violência continua a ser um flagelo na nossa sociedade, pelo que importa criar uma política de educação para a cidadania e de combate à violência.

Os programas de intervenção comunitária e de apoio ao desenvolvimento social assumem especial relevância no trabalho a desenvolver, com as comunidades e pessoas que se encontram em situação de maior vulnerabilidade, como na sociedade em geral, sobretudo quando pensamos nos atuais riscos e problemas sociais decorrentes da situação de pandemia que temos vindo a enfrentar. Considera-se assim necessário haver um investimento em programas locais e de reforço da ação local, sobretudo numa lógica de respostas integradas, multidimensionais e no âmbito da saúde mental.